terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Portugalidade

A caminhada matinal, pela baixa da cidade do Porto, em busca do painel de azulejos da Oliva serviu para a recolha de imagens, mas também para nos inspirarmos para a recriação de um cenário que nos é particularmente querido. É comum a muitos de nós a imagem da avó a costurar, num acto que era um misto de solidão e criação, mas todo repleto de dedicação e emancipação. A máquina de costura contribuiu e muito para que a mulher passasse a ter um outro papel no seio familiar e também no mundo das oportunidades de trabalho. Costureiras e modistas passaram a ser profissões que permitiam à mulher ter alguma independência económica e até algum estatuto social. Não é de estranhar, portanto, que estas máquinas tenham um grande simbolismo, sendo muito procuradas mesmo não estando na plenitude das suas funcionalidades. 



No teaser que criámos, na primeira partilha, há a aparição de um rádio e no nosso pensamento esteve a utilização daquele aparelho pelas costureiras, para se distraírem nas longas maratonas de costura. Na segunda fotografia há uma explosão de portugalidade e o armário, já de si muito original, transforma-se numa completa bancada de trabalho, onde não falta sequer o icónico livro de instruções da máquina. Os turistas brasileiros, que tão agradável momento nos proporcionaram, junto à estação de S. Bento, já devem estar de partida para o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, mas temos a certeza de que lhes tentámos passar todo o simbolismo aqui presente e isso deixa-nos com uma indescritível sensação de dever cumprido.

                             

Ambiente de trabalho carregado de simbolismo 


A Oliva aqui republicitada pelos autores do blogue

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