sábado, 14 de janeiro de 2017

Toca o disco

Escrever sobre discos, num sábado, à noite, faz com que os pensamentos deambulem pelo actual movimento noctívago portuense. Pensar que antigamente a noite acabava quando a noite actual começa - passe o exagero - é bem representativo de que tudo mudou. Isto não quer dizer que a mudança tenha sido descaradamente para pior. Não foi! Há opções, há movimento, há vida e a cidade agradece, mas isto é se ocultarmos o que se passa já quando o estômago triturou o jantar e o efeito corrosivo do álcool começa a fazer das suas. É demasiado tarde! Escrevamos acerca de discos! Aquando da estruturação do material que nos auxilia na elaboração dos artigos, houve um exemplar que nos suscitou a vontade de escrever algumas linhas a seu respeito. Confessamos que não conhecíamos o seu autor musical (Raymond Lefèvre), mas, na verdade, não foi esta componente que nos suscitou mais interesse: reparem na capa e no arranjo gráfico! Goste-se ou não, estamos, certamente, perante um claro vestígio do movimento Pop Art em Portugal. Data de 1972 e o desenho da capa é atribuído a Manuel Vieira. Quem será tal artista?! Manuel João Vieira poderia sê-lo, perfeitamente, pois já demonstrou ter rasgos criativos de grande mérito, mas seria, à data, demasiado novo. É uma incógnita que aqui fica como repto para que alguém nos possa ajudar, de modo a todos ficarmos a saber um pouco mais acerca do tema, mas certo é que Andy Warhol (prometemos, para breve, a partilha de alguns trabalhos do autor) ficaria satisfeito por ter por cá um bom discípulo. Será?! Dizem que estas personalidades têm mau feito, às tantas...

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