quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Video Kids

Escrever sobre o mundo dos jogos electrónicos, por norma, redunda numa série de clichés acerca de jovens alheados do mundo real, mas será que o registo pejorativo utilizado faz sentido?! De que lado da barricada se podem colocar aqueles que, mesmo não jogando, apreciam toda a mensagem espacial aportada?! Quem se deixa envolver por um jogo electrónico está, de certa forma, a sair deste mundo, está a entrar numa realidade virtual que lhe permite aceder a uma experiência. Portanto, neste ponto os "gamers" não são diferentes dos seus detratores, também estes e todos nós, afinal, procuramos, em certos momentos, uma anestesia geral para o mundo em que vivemos. Falar da solidão dos jogadores, colá-los à imagem "nerd" é generalizar e esquecer todos aqueles que jogam em grupo e fazem disso um saudável convívio. Nos anos oitenta e noventa, os jogadores iam mais para as salas de máquinas, saíam de casa, sim senhores, mas é apenas um sinal dos tempos modernos existir a possibilidade de realizar determinadas actividades em casa e até ganhar dinheiro com as mesmas, imagine-se. Certo é que muitos dos autores de textos, a achincalhar os jogadores de jogos electrónicos, também encarnaram a pele de "video kids", na sua adolescência e a prova está na quantidade de consolas, referentes às décadas de 80 e 90, disponíveis no mercado de usados. Nós não jogamos, mas, como se pode perceber, entendemos quem adere ao fenómeno e apreciamos os cenários passíveis de serem criados com toda a parafernália "vinda de outra galáxia". Há consolas vintage icónicas, a Nintendo (com os jogos Snoopy e Super Mario), a Supervision Quickshot (entretanto, desaparecida, mas muito procurada por ter sido concorrente da Game Boy), são apenas dois exemplos, mas há muitas outras a fazerem as delícias dos mais saudosistas. Para os coleccionadores, mais puristas, os exemplares têm de estar a funcionar e em caixa original, isto sem esquecer o livro de instruções, por isso, já sabem, novos jogadores, guardem todos estes elementos para, um dia mais tarde, poderem valorizar as vossas peças. Não nos admiremos se encontrarmos, por este motivo, livros de instruções ou caixas mais caras do que as próprias peças principais. O paraíso dos vídeo jogos será, provavelmente, o Japão e neste país o tema é encarado de forma muito diferente. O estímulo ao cérebro é outra das faculdades muitas vezes esquecida por cá para esta actividade, mas, por terra nipónicas, é até recomendado, pelos médicos e entidades estatais, que as pessoas com mais idade joguem, de modo a exercitarem o cérebro. Este país parece querer dizer-nos para não nos deixarmos levar pelas mensagens dirigidas às massas e procurarmos, por iniciativa própria, refinar as informações. Como não salivar por sushi ao viajarmos, ainda que por palavras, por aquelas bandas?! E, mais uma vez, eles deixam-nos a mensagem para desmontarmos os chavões das sociedades europeias. E não é que para um sushi, tradicionalmente japonês, o peixe fresco não é o mais indicado?! Bom, mas para desenvolver este tema haverá espaços mais indicados na blogosfera. 


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