terça-feira, 7 de março de 2017

Regisconta - Aquela Máquina

Há um artigo registado na "magazine regisconta", número oitenta e cinco, com data Maio de 1976, que regista, com um registo muito próprio, como um anúncio pode agregar tudo o que de bom a Regisconta registou no panorama empresarial nacional. Passamos a registar o que regista o artigo "caro leitor":

" A Nossa Natural Imodéstia"

A modéstia é uma daquelas qualidades que toda a gente diz que tem. Diz, mas nem sempre tem... É bonito dizer-se que somos modestos; fica mal dizer-se que não somos.

Mas a verdade é a verdade. E a verdade é que a modéstia, qualidade extremamente rara, só existe realmente em muito poucas pessoas. Mesmo aquelas que se fingem modestas, fazendo por esconder os seus méritos e as suas boas obras, fazem-no quase sempre deixando um rabinho de fora, na secreta esperança de que os outros acabem por descobrir essas boas obras e esses méritos, elogiando-os e elogiando ainda mais "aquela modestíssima pessoa, que fez uma coisa tão boa e, ainda por cima, não queria que se soubesse..."

Pois sim...

Nós achamos que anda por aqui (desculpem que o digamos assim, cruamente) muita hipocrisia. Só não gosta de elogios quem não fez nada para os merecer (e, mesmo assim...).

Bom. Tudo isto vem a propósito do último filme da Regisconta, que tem passado na Televisão nos últimos tempos. Sem hipocrisias, sem falsas modéstias, diremos que ficámos todos contentes ao verificarmos que esse filme recebia palavras elogiosas de muita gente. Houve quem nos telefonasse e quem nos escrevesse, de propósito, para nos dizer que o tinha achado muito bom. Sabendo-se que as pessoas têm, sempre, muito maior facilidade e muito maior tendência para dizer mal do que para dizer bem, seja do que for, isto deixou-nos muito satisfeitos.

E depois, não se limitaram a dizer que o filme era bom. Disseram que era o melhor filme do género a correr na televisão, neste momento; disseram que seria difícil concentrar melhor, de forma tão sintética (20 segundos) uma mensagem publicitária tão eficiente; disseram que a animação era sensacional; que a voz era giríssima; que os bonecos estavam cheios de vida; que o filme estava perfeitamente adaptado ao momento presente; e muitos outros elogios deste género.

Poderíamos dizer aqui, a armar ao efeito, que ficámos muito embaraçados com estas lisonjeiras opiniões. Mas não. Com a nossa natural imodéstia podemos, até, afirmar que concordamos plenamente com elas."






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