quinta-feira, 22 de junho de 2017

São João

No nosso Portugal
Não há nada que não aconteça
Nesta noite de arraial
Reergamos a cabeça

No ar irão andar os balões
Disso podem ter a certeza
Não levem a mal os foliões
Só querem espantar a tristeza

Quem de sardinhas não gosta
No Porto não passa mal
Para a brasa vai a posta
Carregadinha de sal

Ao norte venham com sede 
Cá vos esperamos para o São João
Temos cama de rede
Venha de lá o garrafão



Teleculinária Nº 100

As festas de São João 2017, na cidade do Porto, há muito que começaram. Desde o dia 25 de Maio que a animação tem como tema a principal festa popular na invicta. O programa é infindável e a grande dificuldade poderá estar na escolha dos eventos a participar, mas, não nos queixemos, antes a mais do que a menos. Dada a sua extensão, a sensação que se poderá ter a consultar o programa de festas é a mesma que se tem quando nos deparamos com a longa ementa de um restaurante. Simplifiquemos, amigos forasteiros, não se inibam, a noite de S. João pode ser muito bem passada com os programas mais simples. Primeiramente, "livrem-se", o mais rápido possível, do carro e percorram a cidade a pé, rumo às Fontaínhas, para comerem umas sardinhas, no epicentro da festa, acompanhadas da indispensável malga de vinho verde tinto. As farturas estão logo ali ao lado e uma das melhores vistas para o fogo de artifício, na Ponte Luiz I., também, por isso ganhem forças, de modo a poderem tomar o pulso à festa em outros locais da cidade. É fundamental mergulharem na multidão e entregarem-se às típicas marteladas de São João, deixem-se ir na corrente, até à beira do Rio Douro e passem num dos melhores arraiais da festa, o de Miragaia. A partir daqui estão por vossa conta, que a noite já irá longa, mas é natural que se deixem contagiar e acabem estendidos no areal de uma das praias da Foz, tal como manda a tradição. 


Garrafão "descascado" 

O Nº100 da revista Teleculinária, com direcção do saudoso Chefe Silva, oferece, no seu interior, variadas formas de confeccionar a sardinha. As imagens são muito apelativas e não faltam sequer os pimentos e a caneca de vinho para nos tentarem. Na segunda fotografia o enfoque está num garrafão, despido, ou seja, sem o revestimento plástico que, por norma, o acompanha. O efeito é muito interessante e a peça encaixará, na perfeição, como decoração de uma cozinha rústica, por exemplo. Há garrafões nas versões vidro verde, castanho e transparente, por isso é só bebê-los, até ao fim e dar asas à imaginação.

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